Todo dia lá estava ele, debaixo daquela mesma arvore, a minha arvore, como se o mundo lá fora não estivesse pegando fogo ou como se a vida fosse perfeita. Essa nem é a pior parte, quando ouve meus passos ele se vira e sorri.
Acredita nisso? Ele sorri para mim, sorri como se me ver o fizesse feliz, ou o deixasse em paz com o mundo. Tudo isso parece muito errado, mas não importa para mim, eu retribuo seu sorriso e me sento ao seu lado e fecho os olhos, ele não diz nada, parece que nem esta ali, mas posso sentir que não estou sozinha.
Só queria não ter sido tão tola.
Disse a Seth sobre Zeke, sobre Kate, sobre o papai, sobre a avaliação e sobre mim. Não deveria, mas disse.
Agora eu encaro uma arvore morta enquanto aquele que pensei que era meu amigo me parece cada vez mais um estranho qualquer e tenta me convencer de que estou entendendo tudo errado.
Não sou estupida, posso entender seus motivos e ao contrario do que ele pensa estou com mais raiva de mim mesma do que dele.
Como pude ser tão tola?
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