terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Grito!

As vezes eu quero gritar para o mundo...
Se sentisse o que eu sinto, acha que aguentaria?
Dói sorrir, fingir sorrir, mas o que dói mesmo é ninguém notar que esse sorriso é um pedido de socorro
No meu silencio há um grito
Tudo machuca, mas algumas coisas doem mais que outras, algumas se suporta, outras...
Tem um grito no fundo da minha garganta, me sinto um poço cheio de porcaria, sem fundo, mas esse grito quer subir, e trazer com ele tudo que eu quero enterrar
Eu ainda ganho um Oscar

Depressiva

Por que quando a gente esta muito mal, queremos morrer?
Dói, parece insuportável, quero morrer e chorar, em algum momento passa e é como se eu tivesse sofrido por nada, então estou mais sabias e madura, aprendi com o sofrimento e me sinto idiota por ter sofrido por aquilo.
Eu sempre sei que vai ser assim, mas não há o que fazer, na hora eu quero morrer.
Para que adquirir sabedoria depois desses momentos? Quando eu mais precisei, eu não sabia, enquanto eu precisei eu não sabia. Então para que?
Eu olho para a eu de um passado distante e de um curto passado e vejo que somos diferentes, cada vez mais, não sei quando aconteceu, mas eu já não sou aquela, e nem sei se quero ser, vou escrever uma carta para mim mesma abrir adqui a seis meses e outra para daqui a um ano e ver o quanto eu cresci.
Sei que vou crescer, para uma pessoa melhor ou não... eu vou crescer.
Eu vejo quando as coisas começaram a mudaram e quando já estavam mudadas, o processo do meio é nublado e confuso, mas não importa é o ciclo da vida, um fluxo constante do qual não dá para fugir. Ficar olhando para trás é perder o que esta passando na minha frente. A unica coisa que eu posso fazer é seguir em frente deixando uma trilha de cacos de quem eu era, e jamais serei de novo, o pior é ter que fazer isso sorrindo.  

Duplicidade

Você já parou para pensar em quantas pessoas você é ao mesmo tempo?
Quem você com seus amigos? E com os seus pais? Quando esta sozinho? Com quem você gosta? E com estranhos?
Eu estava vendo sessão da tarde esses dias e estava passando um filme da Disney (não lembro o nome), ele me fez pensar nisso, somos todos pessoas diferentes e o que influência essas diferenças são as companhias ou a ausência delas.
Qual "você" você prefere?
Todos esses "eu" ainda são eu, quem eu sou, e eles são invocados automaticamente, dá para tentar usar um eu descontraído numa situação onde o seu eu fica tenso, mas essas transformações não são dissimulação são naturais e a maioria das pessoas não nota a mudança.
Eu bem que queria usar o meu eu sozinho quando eu estou entre estranhos, eu me sinto confortável sozinha, mas não me sinto tão bem assim quando eu estou com pessoas, nem pessoas que eu gosto.
Isso me deixa tão louca que... me deixa louca, eu realmente não gosto de pessoas, há aquelas que eu gosto, mas é como gostar de uma musica de um estilo que eu não gosto, acontece, mas é algo ao acaso e quando acontece é tão especial que não tem como negar essas raras pessoas.
Eu sou do grupo que nota quando a duplicidade começa, ela me sufoca, eu fico torcendo para as coisas mudarem e então quando as coisas enfim mudam eu suspiro de alivio. As vezes eu tento forçar uma mudança para me sentir melhor em algumas situações, eu admito.
A duplicidade é complicada, para algumas pessoas as transformações são drásticas e a pessoa não percebe. As vezes eu penso, como pode essa pessoa não notar que essa não é ela? Pare que esta possuída.
Em resumo, cada pessoa é mil vezes diferentes quem ela é, e as vezes uma dessas mil pode ser um "eu" salvador, ou um "eu" quem não é você. Todo mundo tem a duplicidade, mas você já parou para notar as suas?  

Do tumblr

Talvez eu devesse…
— Gritar pro mundo meus medos, ele se alimenta dos meus sonhos, aqueles que eu quero, transformar em realidade, medo que faz com que eu quase desista de meus objetivos, realmente penso em desistir, muitas vezes pensei que não conseguiria, e quantas vezes chorei sozinho (“odeio chorar, eu começo a gaguejar na maioria das vezes”). Eu apagava as luzes trancava a porta do quarto, deitava em minha cama, em baixo de minhas cobertas começava a cair uma lagrima por vez, como se fosse começar a chover, aos poucos caindo as gotas de garoa, até se transformarem em um temporal.. Era assim que me sentia quando chorava trancado com medo, neste vazio. E se eu desaparecesse? Alguém sentiria minha falta? Alguém iria pensar em mim antes de dormir? Penso comigo mesmo: será que vale a pena? Deixar o medo medo vencer? Ser fraco? Não enfrentar?..E ai? Vale a pena? 

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Sorry (again)


Desculpe ao amigo a quem eu prometi escrever sobre duplicidade, é que já são oito e meia e eu quero ler.
Palavra que amanhã eu escrevo e não fica nervoso não...
Pessoas que estão lendo, hoje eu pirei por não estar com o meu livro, estou amando e enrolando, mas são os eventos tortuosos nos quais me encontro, só agora eu sai da deprê das festas de fim de ano, já cai em outra deprê, mas estou pondo minha vida em ordem e logo eu vou cumprir minhas promessas.
Agora amigo, vou te dizer uma coisa que talvez você goste de ouvir.
Da Bruxa ao Coveiro e aos loucos que param para ler o Estranho mundo de Shy.
Eu ainda não fugi aqui né. (eu ri)

Amor

Eu fiquei de explicar minhas noções sobre o amor.
Eba! Lavou eu sofrer para por isso em palavras.
As coisas ficam melhores na minha mente então...
Para mim o amor como as pessoas descrevem, da forma avassaladora e alucinante, não é amor.
Amor para mim é algo próximo da amizade. As pessoas se referem a aqueles que estão namorando como : "mais que amigos", e eu não concordo. Amizade é a forma mais sublime de amor, para mim amor não se explica, é como aquele sentimento dos filmes que faz alguém desistir da vida por outro, aquele dos livros de ficção onde faz a pessoa amada até recuitar e... por mais incrível que possa parecer para mim amor também é visto nas demostrações de coragem e garra que aparece nos shounes (animes) até quando eles são bobos, aquilo é amor.
Eu digo que não acredito em amor, mas é porque há um significado não totalmente explicado, mas subentendido nele, que eu não aceito. Para mim eles dizem amor e querem dizer paixão.
Amor carnal
Amor tem a vem com alma e sentimento para mim, não tem a haver com o tato, o físico, é no pensamento, não há nada de carnal no amor para mim. Isso é paixão, gostar, querer ser tocado e tocar, querer muito, estar atraído, apaixonado.
Eu não acredito que exista muitos jeitos de amar, eu acredito que embora você ame uma pessoa, da forma como eu vejo o amor, você também pode estar apaixonado por ela, os dois. Dai os termos, amor de irmão, de home, de mulher, de mãe, de filho, e assim vai. As pessoas é misturam.
Eu acredito que a noção de amor das outras pessoas é apenas atração sexual primitiva evoluída. Nossa sociedade mudou muito desde os tempos da caverna, agora nós falamos, usamos IPads e fomos à Lua, não dava para sair só trepando quando a mulher estivesse em seu período fértil, em qualquer lugar, na frente de qualquer um, não dava, talvez em algum momento até desse, mas tinha o fogo e a roda, o ponto de vista mudou. O tempo mudou e não era necessário mais estar com um brutamontes, as mulheres sabe, elas não precisavam só dos mais fortes, a força já não era o que mais importava, então surge o romance, e os homens também queriam mais, os sensíveis tinham uma chance de mimar e ser mimado.
Romance
Eu acho lindo quando uma garota ganha flores, acho lindo aqueles pedidos de casamento super fofos que tem no YouTube, mas não...
Eu mesma não entendo essa parte minha, acho que eu separo a parte da beleza do gesto e a parte da intenção por trás dele, ou o próprio gesto em si.
Se eu ganhasse flores eu passaria direto pelo cara ou bateria nele com as flores, por mais lindo que seja, que eu mesma ache, isso não funciona comigo, nem um pouco, essa parte acho que não posso explicar.
Um amigo me perguntou se no lugar de flores eu aceitaria um pote de Nutella, e eu aceitaria.
É muito confuso para mim tirar o que esta na minha mente e por em palavras, sejam ditas ou escritas. Eu posso escrever os sentimentos de um personagem que eu criei com perfeição, mas os meus eu não consigo.
Em resumo eu admiro a beleza num gesto romântico, mas não a emoção por trás dele. Eu acredito em amor, mas com uma diferente definição que não pode ser posta em palavras, eu acredito que o que as pessoas chamam de amor é na verdade paixão em muitos dos casos, e vejo os dois como coisas diferentes.
Eu amo alguém, muitos alguens na verdade. Mas eu não estou apaixonada por ninguém, paixão é fogo que arde... e eu sou fria. Não sei se sempre fui, eu não lembro, eu já estive apaixonada, mas ultimamente eu só tenho amado e não vendo problemas ai.