sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Quando a escuridão cai não tem volta.


Todos os dias eu penso nas mesmas coisas ou em coisas piores que as do dia anterior.
Normalmente eu posso lidar com todas essas coisas sem problemas, mas também há dias como os de hoje. Quando eu estou de ressaca emocional e tudo parece ser muito pior do que realmente é.
Em um dia assim você precisa de alguém, mesmo que não seja um amigo, até um estranho pode te fazer ver as coisas com mais lucidez e acredite: Não é necessário se abrir para desabafar. Só um suspiro ou cara feia já te ajuda a mostrar que tem algo errado, e mesmo quando te ignoram e te deixam quieto no seu canto com a sua cara feia você pode ver isso como se estivessem te dando espaço e já é de mais ajuda do que aquela palavra amiga bem intencionada que as vezes enche o saco. As pessoas viraram que você não estava bem elas sabem, você desabafou. Você fez a sua parte.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Coca-Cola

Não sou a maior fã da Coca-cola, tem muito gás pro meu gosto. (Eu gosto de tomar morna com gelo)
Mas eu amo as promoções, e principalmente essas garrafinhas. 
Também não gosto da copa (ou esportes no geral), mas essas promoções a tornam suportável.
No meu último post eu fiquei meio triste e com uma baita ressaca emocional, mas depois de um dia ruim eu comprei uma garrafa de coca-cola e ganhei mais um ponto para minhas garrafinhas.
Quem se lembra destas acima?
E destas?
Eu colecionei todas e (não completei a coleção) algumas eu tenho até hoje. A coca-cola voltou com as garrafinhas e agora são assim.
São feinhas... mas eu estou juntando aqui. E como essas garrafinhas me deixaram alegre eu quis postar sobre elas.
Houveram outras promoções que eu não consegui nenhum brinde como a dos colares...
Eu quis muito, mas não consegui trocar nenhuma :(
Essa corda eu consegui (duas!!!)
Eu consegui o pingente do meio (!!!)
Consegui essas também (três diferentes!!!)
E teve um batom e um perfume também, mas não achei imagens deles. De qualquer forma, juntem. É divertido olhar depois para essas coisinhas e pensar "nossa lembra disso?"


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Não sei quantas almas tenho


Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: “Fui eu?”
Deus sabe, porque o escreveu.
Fernando Pessoa

Untitled

Eu acabei de postar um texto e em algum momento dele eu mudei o assunto completamente, mas foi sincero e eu não vou excluir. Acho que fiz besteira pois eu tenho alguns amigos pingados que tem o endereço desse blog e não sei o que eles vão pensar, mas eu acho que estou bem. Meu pai esta me olhando torto porque eu ainda estou chorando e já que no momento eu estou gripada... bem estou o "Ó" e quero chorar outra vez e mais um pouco.
Meus contos são como pessoas e depois de ter perdido aquele conto eu tenho sido maniaca e eu tenho cada conto meu salvo em treze lugares diferentes. Eu salvo em pen-drives, cartões de memoria, celular, tablet, computador, notebook, CD, mp4, mp3, rascunhos dos milhares de blogs que eu tenho, google drive de quatro contas diferentes, no drive do outlook e possivelmente em outros lugares.
Sempre que eu escrevo mais paginas e salvo então eu tenho a parte 1, a 2, a 3... versões com a numeração errada e versões não corregidas.
É, eu tenho problemas, eu sei e muitos deles começaram por perder aquele conto. Eu me tranquei no banheiro e chorei quando eu soube que não o teria mais. E no ano seguinte eu fiquei tão deprimida e parei de comer e acabei internada e quase morri, as coisas só pioraram, mas eu encontrei um porto seguro "O Coveiro".
Aqui neste blog eu (desculpe pelo termo) vomito tudo que consigo dizer, e me faz bem pois muita coisa eu não consigo falar para as pessoas que vão ver meu rosto. Aqui eu posso me abrir sem ser exposta e dizer cada pouquinho e besteirinha que eu consigo expressar, algumas coias eu só posso dizer para uma pessoa, mas outras como essa minha cicatriz eu posso mostrar e... não posso editar ou excluir isso uma vez que esteja escrito e é por isso que eu tenho esse blog. Meu estranho mundo.
Que fique claro que eu não parei de comer por nenhum distúrbio alimentar, foi só tristeza e mais tristeza e eu não deveria falar disso, mas acho que já que esta saindo eu tenho que continuar... comer para mim as vezes é amor. e muitas vezes eu não quero ser amada então eu não como, e quando isso acontece eu perco a fome e como cada vez menos. Tudo por um prato que eu reneguei e essa reação em cadeia quase me matou. Não acho que já tenha admitido isso a outro alguém, mas estou feliz de poder apertar "publicar".
As vezes guardar coisas assim não fazem bem e eu espero que meus amigos não leiam porque eu não vou excluir isso.

Estranha?

Ano passado eu terminei o meu segundo conto, o primeiro em três anos. Se chama Crescendo e eu fiquei muito emocionada por terminar, pois foi como tirar um curativo sabe. Quanto mais rápido menos doloroso?
Eu escrevi agradecimentos e eu agradeci ao próprio conto por existir.
Verdade, e eu ainda estou agradecida.
Na sétima eu li um livro do Pedro Bandeira (é isso?) onde ele falava dos seus livros como se fossem crianças que ele pôs no mundo e que de repente se levantam da folha e começam a dar os seus primeiros passos pelo papel e ele só ficou olhando e deixando que seguissem seu caminho e escrevessem a sua própria historia.
Naquela época eu ainda não tinha começado a escrever, mas aquelas palavras me tocaram (mesmo eu não tendo gostado muito do livro do cara), foi significativo e quando eu escrevi meu primeiro conto (que uma das minhas melhores amigas perdeu) eu entendi o que ele estava falando.
Meu primeiro conto teve dez páginas e o titulo era:"A menina do balanço." Era narrado por um menino tímido que acabou ficando muito amigo de uma menina que ele tinha muito medo. Era meio vitoriano e eu pouco sombrio, eu sorteei uma palavra e comecei uma historia, eu tinha que terminar e depois de muito sofrimento eu consegui e depois disso não parei mais.
Eu o emprestei a uma amiga para ler e ela perdeu. Sabe eu amo a minha amiga, ela é como uma irmã para mim (do tipo que a gente escolhe), mas é uma coisa que me machuca profundamente até hoje. Eu lembro da primeira frase e da ultima, lembro da capa improvisada de ultima hora e da dificuldade que eu tive de encontrar os grampos para grampear o conto e das milhares de palavras que jorraram da minha mente criando uma historia que ate hoje eu não acredito que eu criei, lembro de como eram os rostos e vozes dos personagens na minha mente e de como eu fiquei feliz de ver minhas outras amigas lendo aquilo que eu criei...
(Estou chorando aqui (não é a primeira vez que eu choro por isso)
Eu queria tanto ter aquele conto de volta. Eu sinto tanta falta da garota que o escreveu e queria ter aquele pedacinho dela pois naquele ano muita coisa mudou em mim e na minha vida e as vezes eu penso naquele conto e lembro novamente de tudo aquilo e eu queria reescreve-lo, mas não seria a mesma coisa.
Eu queria muito ter de volta aquele conto, muito mesmo. Se por um milagre ele fosse encontrado eu seria tão feliz que poderia te morrer e morreria de bom grado se pudesse só te-lo nas mãos novamente.

Crescer

Acho que eu nem ao menos posso dizer se sei ou não se sou uma pessoa forte. Eu sei que a minha bagagem não é leve, mas acho que é mais suportável do que a de muitas pessoas.
Eu nunca menosprezei os meus sentimentos por mais bobos que fossem, eu lhes dei a importância devida, a que que o momento pedia, pelo menos.
Não sei se eu deixei alguma coisa pela metade, algum assunto mal resolvido, se deixei é por que eu esqueci e se eu pude esquecer não era tão importante.
Eu nunca sei. Nunca sei nada, as poucas certezas que tenho sobre a vida é que nada é totalmente certo e qualquer outra coisa que eu sabia não aprendi sozinha. Eu queria saber o que é ser forte. Um amigo me disse uma vez que eu sou a covarde mais forte que ele já conheceu porque eu tenho força o suficiente para fugir de tudo sem olhar para trás ou se arrepender, e completou dizendo que não é algo para se orgulhar. Ele esta certo, mesmo não sabendo o é ser forte eu acho que não é isso.
Porem mesmo que pouca eu tenho alguma força e disso eu sei, porque eu tenho que ter alguma força para ser capaz de acordar todos os dias sem nenhuma esperança de que o dia de hoje sera melhor que o de ontem e ainda assim fazer tudo de novo sem derramar uma lagrima e buscando qualquer oportunidade de sorrir, mesmo que não seja de felicidade.
Eu quero ser forte, mais forte, mas eu tenho medo, e não tenho medo de dizer que tenho medo, de que quanto mais forte se fica, maiores são as provações pelas quais se tem de passar.
Esse meu mesmo amigo citado a cima diz que não devemos culpar os obstáculos por serem maiores do que podemos suportar e nem nos sentirmos mal por não poder transpô-lo, mas sim o fato de perder tempo se culpando e se sentindo mal.
Outra vez ele esta certo.
Embora eu queira saber se sou forte  não devo pensar nisso, eu só tenho que ir em frente e me esforçar em cada detalhe da minha vida e nunca me forçar a nada e se eu conseguir chegar ao fim do meu caminho não vai importar se eu fui forte ou não ser capaz é o suficiente.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Ai de mim

Ai de mim.
Por não ter sorrindo sinceramente tanto quanto eu gostaria.
Ai de mim
Por não ter sido amada por quem eu amei.
Ai de mim
Por ter dito a coisa certa no momento errado.
Ai de mim
Por ainda não ter acertado
Ai de mim 
Por tudo que chorei sozinha
Ai de mim por que tudo que eu deveria conhecer e não conheci
Ai de mim por ter medo 
Ai de mim 
Por não ter lutado quando eu deveria
Ai de mim
Por ter abrido mão tão fácil
Ai de mim
Por ser covarde
Ai de mim
Por pensar assim
Ai de mim 
Por ser assim
Ai de mim 
Mas eu me gosto assim.

O mais podre do podre

Eu não editei esse texto, eu queria muito posta-lo mesmo sendo mais um dos meus momentos sombrios de tédio,  sei que pode ser um dos meus piores mais eu me expressei aqui e não é algo que eu faça muito bem então lá vai.
Sabe a vida tem destas coisas engraçadas.
Se parar para pensar tudo a sua volta é tão trágico quanto é cômico.
Estou falando serio, as vezes até das tragédias da para rir. Não se engane, não é sorrir, é rir mesmo.
Como se fosse uma comedia ruim a vida segue seu curso e no meio dela já estamos tão distantes do inicio que muitas vezes pode-se esquece aonde tudo começou. As vezes o fim pode ser adivinhado como um clichê, as vezes é surpreendente, mas nas duas hipóteses -que não são as únicas- isso não quer dizer que não foi uma droga. Verdade, mesmo pondo de lado tudo de bom ou de ruim que poderia e aconteceu a vida é como um filme que no começo falava de crianças, no meio zumbis e no final de aliens e quando acaba trata de morte.
Pode ser mórbido, mas o mórbido é a verdade sobre a morte e ninguém quer saber disso.
Mais uma verdade da vida, talvez a maior delas. Ninguém gosta de más notícias. Isso tudo é tragicamente cômico, como se a qualquer momento alguém fosse gritar: " Que filme horrível, não quero mais ver isso!" e então desligaria a TV.

Minha cabeça cheia

Acho que eu sou realmente boa nisso de pensar muito na coisa errada. Sempre passa nos filmes "Você esta fazendo as preguntas erradas."
Uma infância com caverna do dragão e eu não aprendi nada com o mestre dos magos? Realmente? 
Mais um ano começa e logo logo ele termina e eu ainda não sei qual é a pergunta certa.
Dizem que os erros estão na pergunta, mas isso que eu quero aprender então não deveria ser essa a pergunta correta? Quem liga para o sentido da vida? Estamos todos aqui com um relógio enorme sobre nossas vidas, como se estivéssemos na escola e logo o sinal vai tocar e sera a hora de ir. Tenho que aprender o máximo possível pois eu não sei quando o sinal vai tocar.
Me diz. Não é horrível ter coisas assim na mente o tempo inteiro? É como se as vezes a escuridão caísse sobre mim e essa avalanche de coisas erradas e sem classificação me afogasse. 
Acho que é esse o problema, muitas maluquices sem nome ou destino, como uma criança sem nome ou educação que ficam brincando na minha cabeça e vão crescendo e procriando mais crianças dessas para bagunçar tudo aqui.
Acho que essas coisas não curtem musica alta, elas fogem quando eu toco rock. O som pulsa nos fones de ouvido e as crianças fogem, algumas migram para não sei aonde e nunca mais voltam, mas eu não posso viver com fones de ouvido né.
Tanta coisa acontece e eu não ouço por causa desses pestinhas na minha cabeça. Eu poderia dar-lhes um nome e educação, mas como? Algo me diz que eles tem nome, eu é quem não sabe qual.
Não posso chamar amor de tristeza e ainda esperar que ele atenda. Muito menos ensinar felicidade a chorar ou medo a voar.
Vê o meu problema? 
Pelo menos eu sei que há um problema. Né?

Magia dos saltos vermelhos


Acho que vermelho tem potencial para estar entre o branco e o preto. Serio pense só.
Preto e branco é legal, mas preto e branco com alguma coisa vermelha fica lindo.
Verdade, uma rosa, um salto alto maravilhoso.
Eu nem gosto de salto alto, prefiro mil vezes um all star preto comum e muito surrado.
(sabe aqui? Momento tédio total)isso é o que acontece quando eu não tenho um livro nas mãos)
(eu vou postar isso juro que vou) 
Saltos vermelhos tem magia, eu nem tenho um, mas preto, branco e vermelho são uma combinação magica.